segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Gregorio de Matos

Não consigo imaginar Barroco sem o "Boca do inferno"
Para mim o nome do barroco brasileiro sem duvidas foi Gregorio de matos, um cara que conseguia uma hora falar sobre a igreja de forma seria e concreta e depois falava de sacanagem de vadiação para mim não há outra explicação "Bipolar" ou seja dupla personalidade.
Ele era em momentos tão "puxa saco" dos nobre e ora era falava mal que dava a impresão de que ele fazia isso por pura diversão.
Falava de suas amadas tão apaixonadamente " que eram perfeitas etc" e depois falava mal.
Gregorio foi nem so pelas obras e tambem pela sua vida "o barroco" ou seja conturbado,dificil,profano,sagrado.
Sem duvida o Grade nome do Barroco brasileiro.


By Thiago Souza de Oliveira Silva

Cartas Chilenas

Cartas Chilenas são prosas satíricas, em versos decassílabos brancos, que circularam em Vila Rica poucos anos antes da Inconfidência Mineira, em 1789. Revelando seu lado satírico, num tom mordaz, agressivo, jocoso, pleno de alusões e máscaras, o poeta satiriza ferinamente a mediocridade administrativa, os desmandos dos componentes do governo, o governador de Minas e a Independência do Brasil.

Critilo é um habitante de Santiago do Chile (na verdade Vila Rica), narra os desmandos despóticos e narcisistas do governador chileno Fanfarrão Minésio (na realidade, Luís da Cunha Meneses, governador de Minas até a Inconfidência Mineira).

Por muito tempo discutiu-se a autoria das Cartas Chilenas. A dúvida só acabou após estudos de Afonso Arinos e, principalmente, de Rodrigues Lapa, comparando a obra com cada um dos elementos do "Grupo Mineiro", possíveis autores, quando se concluiu que o verdadeiro autor é Tomás Antônio Gonzaga e que Critilo é ele mesmo e Doroteu, Cláudio Manuel da Costa. Especula-se que a obra tenha sido influenciada por Cartas Persas, de Montesquieu.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

1ºCarta
http://pt.wikisource.org/wiki/Cartas_Chilenas/I
2ºCarta
http://pt.wikisource.org/wiki/Cartas_Chilenas/II
3ºCarta
http://pt.wikisource.org/wiki/Cartas_Chilenas/III
4ºCarta
http://pt.wikisource.org/wiki/Cartas_Chilenas/IV
5ºcarta
http://pt.wikisource.org/wiki/Cartas_Chilenas/V
6ºCarta
http://pt.wikisource.org/wiki/Cartas_Chilenas/VI
7ºCarta
http://pt.wikisource.org/wiki/Cartas_Chilenas/VII
8ºCarta
http://pt.wikisource.org/wiki/Cartas_Chilenas/VIII
9ºCarta
http://pt.wikisource.org/wiki/Cartas_Chilenas/IX
10ºCarta
http://pt.wikisource.org/wiki/Cartas_Chilenas/X
11ºCarta
http://pt.wikisource.org/wiki/Cartas_Chilenas/XI
12ºCarta
http://pt.wikisource.org/wiki/Cartas_Chilenas/XII
13ºCarta
http://pt.wikisource.org/wiki/Cartas_Chilenas/XIII
14ºCarta
http://pt.wikisource.org/wiki/Cartas_Chilenas/XIV

Ufa...

GREGÓRIO DE MATOS

GREGÓRIO DE MATOS
Gregório de Matos - o grande representante do Barroco no Brasil.
Gregório de Matos, filho de uma família abastada nasceu na
Bahia, mas foi para Portugal, onde se diplomou em Direito. De volta ao Brasil firma-se como o primeiro poeta brasileiro. Assim como outros poetas, também teve uma vida atribulada e polêmica, sempre metido em desavenças com pessoas poderosas e influentes.
Graças às suas sátiras, marcadas pela linguagem maliciosa, direta
e muitas vezes ferina, recebeu o apelido deBoca do Inferno.
Existem muitas dúvidas quanto à autenticidade de sua obra, isto porque Gregório de Matos não publicou nada em vida, não deixou nenhum texto autografado ou produzido de próprio punho. Sua obra permaneceu praticamente inédita até o início do século XX quando a Academia Brasileira de Letras publicou seis volumes com sua produção.
A diversidade e o antagonismo do espírito Barroco também estão presentes em Gregório de Matos. Vejamos as principais características de sua obra.
DUALISMO = Refletindo o dualismo barroco oscilou entre o
sagrado e o profano. Ora demonstrava aversão pelo sagrado, pelo religioso, escrevendo textos sensuais e pornográficos, ora seus poemas apresentavam uma profunda devoção a Deus e aos santos.
INSATISFAÇÃO= Vários textos mostram sua insatisfação com a
vida na colônia e sua inadaptação ao ambiente baiano, freqüentemente
criticado.
FUGACIDADE= Gregório de Matos deixou claro sua consciência
sobre a transitoriedade da vida. Seus textos mostram freqüentemente
as vaidades humanas como insignificantes e passageiras.
OUSADIA = Ao contrário do Padre Antônio Vieira que apresentava
um caráter mais conservador, com uma visão européia, Gregório de Matos é considerado um poeta inovador e irreverente. Mesmo adepto do Cultismo, também cultivou o jogo de idéias presente no conceptismo.
Embora conhecido como poeta satírico, criticando não só as pessoas, mas também as instituições da época, Gregório de Matos apresenta uma obra vasta:
SACRA
POESIA LÍRICA AMOROSA
ENCOMIÁSTICA

POESIA SATÍRICA
POESIA SACRA= Ou religiosa é marcada pelo conflito gerado
entre a vida mundana e o a vida espiritual. Entre a consciência do pecado e o desejo de salvação. Vejamos um fragmento de sua poesia religiosa:
“ ... Esta razão me obriga a confiar,
Que, por mais que pequei, neste conflito
Espero em vosso amor de me salvar.”
POESIA AMOROSA= Na poesia amorosa, também encontramos
a dualidade barroca oscilando entre o amor elevado, espiritual e o sensualismo e o erotismo do amor carnal. Vejamos dois fragmentos de sua poesia amorosa, em que o autor define o amor:
“ Ardor em firme coração nascido;
Pranto por belos olhos derramado;
Incêndio em mares de água disfarçado;
Rio de neve em fogo convertido:
Tu, que em um peito abrasas escondido;
Tu, que em um rosto corres desatado;
Quando fogo, em cristais aprisionado;
Quando cristal, em chamas derretido.”
------XXXXXX------
“O Amor é finalmente
um embaraço de pernas,
uma união de barrigas,
um breve tremor de artérias.
Uma confusão de bocas,
Uma batalha de veias, um rebuliço de ancas;
Quem diz outra coisa, é besta.”
Gregório de Matostambém escreveu textos de circunstância,
laudatórios, destinados a elogiar pessoas importantes da época, é a chamadaPOESIA ENCOMIÁSTICA. Em suas sátiras, criticou os vários tipos humanos de sua época, os costumes, os primeiros colonos nascidos no Brasil, conhecidos como “caramurus” e principalmente o relaxamento moral da Bahia, numa posição de recusa em relação à exploração da colônia. Vejamos um exemplo de sua sátira:
“Que os brasileiros são bestas
E estão sempre a trabalhar
Toda a vida por manter
Maganos de Portugal”



Scribd, website: http://www.scribd.com/. Acesso em 02 de Agosto de 2010

Os principais autores do Arcadismo brasileiro

Os principais autores do Arcadismo brasileiro foram:
* Cláudio Manuel da Costa
* Tomás Antônio Gonzaga
* Basílio da Gama
* Santa Rita Durão
Dos quatro, apenas Tomás Antônio Gonzaga não era brasileiro. Além de apresentarem semelhanças quanto à produção árcade, todos tiveram envolvimento com a Inconfidência Mineira. Eles escreveram nos mais variados gêneros literários.
Cláudio Manuel da Costa
Seu pseudônimo árcade era Glauceste Satúrnio e sua musa inspiradora era Nise. Sua obra lírica foi muito influenciada pelo Classicismo português, embora também apresentasse em alguns momentos resíduos do Barroco. Os temas mais comuns de sua poesia lírica são: o sentimento amoroso e a descrição da natureza.
É freqüente em seus textos uma tentativa de conciliação das características do Arcadismo e a paisagem mineira. Mas apesar dessa identidade com a região mineira
, mostra em vários momentos um grande apego à metrópole portuguesa. A paisagem mineira aparece em sua obra através de referências à natureza áspera da região. Palavras como: pedras, rochedos, penhascos e penhas são recorrentes em sua obra, como vemos neste fragmento:
“... Destes penhascos fez a natureza
O berço, em que nasci! oh quem cuidara
Que entre penhas tão duras se criara
Uma alma terna, um peito sem dureza!”
Cláudio Manuel da Costa também escreveu um poema épico chamadoVila Rica, em que narra a história da fundação da cidade, enaltecendo os feitos dos bandeirantes.
Tomás Antônio Gonzaga
Seu pseudônimo árcade era Dirceu e sua musa inspiradora era
Marília. Entre suas principais obras estão Cartas Chilenas e Marília de
Dirceu.
Cartas Chilenas são poemas satíricos escritos em decassílabos,
mas com uma estrutura epistolar, ou seja, em formato de cartas. Esses textos eram manuscritos e circularam na cidade de Vila Rica, pouco tempo antes da Inconfidência Mineira, eles contavam a história de Fanfarrão Minésio, um governador arbitrário, imoral e narcisista. O emissor das cartas era Critilo e o destinatário era Doroteu. Após vários estudos, descobriu-se que Critilo era o próprio Tomás Antônio Gonzaga e que Doroteu era Cláudio Manuel da Costa. Mas por que Cartas Chilenas? Na realidade o Chile era Minas Gerais e Santiago era Vila Rica; Tomás Antônio Gonzaga estava criticando o próprio governador da época. (Luís da Cunha Meneses). Suas sátiras em geral criticavam pessoas especificas e não instituições.
As liras deMarília de Dirceu, inspiradas romance do poeta com Maria Dorotéia, tornaram-se uma das obras mais publicadas em língua portuguesa (liras são composições poéticas em que se repete, a cada estrofe, um estribilho, um refrão).
A obra está dividida em duas partes: na primeira, encontramos a felicidade proporcionada pelo amor. Na Segunda, num tom mais negativo, provocado pelos sofrimentos advindos da prisão, encontramos uma série de reflexões sobre a justiça humana e a lembrança da amada. Tomás Antônio Gonzaga realmente foi preso e degredado para Moçambique por sua participação na Inconfidência Mineira.
Basílio da Gama. Outro grande árcade foi Basílio da Gama. Sua obra mais importante é sem dúvida o poema épico,O Uruguai, que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões, no Uruguai contra o exército luso-
espanhol. Basílio da Gama não fica preso ao modelo camoniano, o poema apresenta apenas cinco cantos e os versos são brancos, ou seja, sem rimas e não estão divididos em estrofes. As personagens mitológicas são substituídas por elementos da cultura indígena. Aparece a figura do índio como “bom selvagem” e a descrição da natureza brasileira, numa espécie de antecipação romântica. Entre as personagens destacam-se: Gomes Freire Andrada, o herói português; Balda o vilão, uma caricatura dos jesuítas e os índios Cacambo, Lindóia, sua esposa, Caitutu e Tanajura, a vidente.
O episódio mais famoso do poema é a morte de Lindóia, que se deixa ser picada por uma serpente venenosa, depois da morte do marido.
Santa Rita Durão Caramuru, poema épico que narra a descobrimento da Bahia, é a
sua obra mais importante desse autor, mas segundo histórias, Caramuru não foi b
em aceito na época, o que fez Santa Rita Durão rasgar todos os outros poemas que já havia escrito.
O poema, escrito nos moldes da épica camoniana, caracteriza-se pela exaltação da paisagem brasileira. Entre as personagens destacam- se: o português Diogo Alves Correia, o Caramuru; e as índias Moema e Paraguaçu. Moema era apaixonada por Diogo, mas é Paraguaçu quem se casa com ele. Quando os dois estão indo para Paris, Moema se lança ao mar nadando atrás do navio e acaba morrendo afogada.
O episódio mais famoso é a morte de Moema.
Não se esqueça:o Arcadismo brasileiro foi o movimento que
assinalou o início da busca de uma identidade nacional para a nossa
literatura.



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Bocage

Bocage
Dentre os vários poetas árcades de Portugal, o que mais se
destacou foi Manuel Maria Barbosa du Bocage, ou simplesmente
Bocage.
Bocage teve uma vida muito conturbada, após alguns anos de estudo dedica-se a vida boêmia e passa a freqüentar os bares portugueses e a conviver com prostitutas, marinheiros, vagabundos e com algumas poucas pessoas de nível social e literário mais elevado. Era conhecido com arruaceiro e aventureiro e, assim como Camões, foi soldado e durante alguns anos viveu e viajou pelas colônias portuguesas no Oriente. Há várias semelhanças entre sua vida e a de Camões, a tal ponto que em muitos momentos Bocage traça um paralelo entre elas, como nesse soneto:
“Camões, grande Camões, quão semelhante
Acho teu fado ao meu, quando os cotejo!
Igual causa nos fez, perdendo o Tejo,
Arrostar co’o sacrilégio gigante;
Como tu, junto ao Ganges sussurrante,
Da penúria cruel no horror me vejo;
Como tu, gostos vãos, que em vão desejo,
Também carpindo estou, saudoso amante.
Ludíbrio, como tu, da Sorte dura
Meu fim demando ao Céu, pela certeza
De que só terei paz na sepultura.
Modelo meu tu és ... Mas, oh tristeza! ...
Se te imito nos transes da Ventura,
Não te imito nos dons da Natureza.”
Bocage, assim como outros tantos poetas árcades adotou um pseudônimo pastoril, assinava suas poesias como o nome de Elmano Sadino. Elmano é um anagrama de Manuel, seu primeiro nome, ou seja, uma nova palavra formada pela troca das letras de uma primeira palavra. E Sadino é uma referência ao rio Sado, que corta a cidade de Setúbal, onde o poeta nasceu.
Os estudiosos costumam dividir a obra de Bocage em dois
momentos: um lírico e um satírico.
Sua poesia lírica mostra-se presa aos modelos do Arcadismo,
povoada por pastores e imagens campesinas. Também se dedicou à
poesia encomiástica, que como já vimos, era destinada à exaltação, à
bajulação dos poderosos da época. Conta-se que Bocage, assim como outros poetas da época, viveu à sombra dos nobres, como faziam os bobos da corte durante a Idade Média.
Como poeta satírico, Bocage tinha por alvos principais os habitantes das colônias portuguesas, o absolutismo político e religioso, e muitas vezes os seus próprios colegas árcades.
Como poeta erótico, Bocage foi censurado em sua época e até hoje, muitos livros escolares não trazem exemplos dessa poesia erótica, marcada pela força poética e pela força em ser grosseira, vulgar, e referindo-se, muitas vezes, a atos obscenos.
Mas é sua poesia pré-romântica, contrária ao impessoalismo e ao convencionalismo, que o distingue dos demais árcades. Bocage valorizou o subjetivo, o sentimental através de uma freqüente luta entre a razão e a emoção, luta essa, que muitas se reflete numa visão pessimista e fatalista da existência. Em vários poemas os riachos e os pastores são substituídos por imagens fúnebres e sentimentos negativos. Como nos mostra o famoso soneto“Sobre estas duras,
cavernosas fragas”.
Sobre estas duras, cavernosas fragas,
Que o marinho furor vai carcomendo,
Me estão negras paixões n’ alma fervendo
Como fervem no pego as crespas vagas.
Razão feroz, o coração me indagas,
De meus erros a sombra esclarecendo,
E vás nele (ai de mim!) palpando, e vendo
De agudas ânsias venenosas chagas.
Cego a meus males, surdo a teu reclamo,
Mil objetos de horror co’a idéia eu corro,
Solto gemidos, lágrimas derramo.
Razão; de que me serve o teu socorro?
Mandas-me não amar, eu ardo, eu amo;
Dizes-me que sossegue, eu peno, eu morro.
Bocage
Então não se esqueça:O Arcadismo português é o movimento
literário que busca a retomada dos valores da Antigüidade Greco- romana e do Classicismo, numa clara posição de recusa aos exageros do Barroco e tem como figura central, o grande Bocage.



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Características do Arcadismo

Características do Arcadismo
Os poetas árcades buscavam a recuperação dos ideais clássicos, e como já vimos, os clássicos, foram considerados fontes de equilíbrio e sabedoria. Daí o nome Arcadismo, pois a Arcádia, morada dos pastores, representava o lugar ideal para a obtenção do equilíbrio e da sabedoria. É por esse motivo que muitas vezes os poetas árcades se autodenominavam pastores e adotavam pseudônimos gregos e latinos.
É a partir da clara reação contra os exageros do Barroco que
surgem os principais temas do Arcadismo:

• EQUILÍBRIO
• BUCOLISMO
• CONVENCIONALISMO
• CARPE DIEM

Os árcades propunham o retorno aos modelos clássicos, porque neles encontravam o EQUILÍBRIO dos sentimentos por meio da razão, que seria a força controladora dos excessos. Buscavam, ao contrário do Barroco, uma linguagem simples, com períodos diretos e vocabulário fácil, sem o uso exagerado de figuras de linguagem, cortando tudo o que fosse inútil, desnecessário. Para eles, a literatura deveria ter um caráter mais didático, contribuindo para a formação da consciência. Os árcades exaltavam a virtude, a humildade, o comedimento. Seus heróis eram sempre pastores anônimos e felizes. Essa felicidade era basicamente conseguida através da segunda característica do Arcadismo o BUCOLISMO .
Inspirados pelo preceito do poeta latino Horácio“fugere urbem” =“fugir da cidade, da civilização”os árcades acreditavam que somente no contato com a natureza, com o“locus amoenus”, “lugar ameno” o homem poderia alcançar o equilíbrio e a espiritualidade. Numa época em acontecia o crescimento das cidades, através do acelerado processo de industrialização, o Arcadismo pregava a volta à vida simples do campo. Daí a freqüência de temas pastoris e cenas campestres durante todo esse período. É importante observar que essa natureza correspondia a um cenário artificial, criado pelo poeta, que fala de riachos cristalinos, lindos campos, relva verde, mas que se encontra em pleno centro urbano, é o chamado “fingimento poético no Arcadismo”, observado por vários estudiosos.
Outra característica é o CONVENCIONALISMO, ou seja, as frases feitas, os clichês e os lugares comuns. Como: as ovelhas, os pastores e as pastoras, os montes, as ninfas e todos os demais elementos da natureza artificial criada pelo poeta árcade. Esse convencionalismo torna a poesia árcade, de uma maneira geral, marcada pela pouca expressividade e artificialismo. Além da monotonia provocada pela repetição, por vezes exaustiva, de temas bucólicos e pastoris.
Um último aspecto marcante dessa poesia é a filosofia do CARPE DIEM– “aproveitar o dia”,o “viver intensamente os momentos”.O tema da fugacidade da vida é muito comum em toda a literatura ocidental, o próprio Barroco o utilizou, mas visto por um ângulo negativo, próximo da idéia da morte. Agora o poeta árcade vai utilizá-lo como um convite amoroso, como insinuação erótica. O pastor, o poeta, consciente da brevidade da vida chama a pastora, a amada para que juntos aproveitem a vida.



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O Arcadismo brasileiro

O Arcadismo brasileiro tem como marco inicial a publicação das
Obras Poéticasde Cláudio Manuel da Costa, em 1768, e se estende
até 1836 com a publicação de Suspiros poéticos e Saudades, de
Gonçalves de Magalhães, obra que instaura o Romantismo brasileiro.
Mas o que será que estava acontecendo no Brasil nessa época?
Vila Rica também foi palco do grande artista plástico, arquiteto e escultor brasileiro desse período – Antônio Francisco Lisboa, o nosso Aleijadinho. Lembre-se de que o Barroco no Brasil compreende duas grandes manifestações: o Barroco Literário e arquitetônico do século XVII, principalmente na Bahia e o Barroco mineiro do século XVIII, conhecido como o Barroco tardio.
Com o passar do tempo Portugal perdeu grande parte de suas colônias no Oriente, passando a depender cada vez mais da exploração do Brasil.
A decadência da economia canavieira e a descoberta de ouro em Minas Gerais provocaram o deslocamento do eixo econômico, político e cultural para o Sudeste do país. (Lembre-se de que antes o centro de todas as atividades era o Nordeste, principalmente os estados de Pernambuco e Bahia).
Os aumentos freqüentes dos impostos pagos pelos brasileiros sobre os minérios e as mercadorias em geral, provocaram uma insatisfação generalizada e fizeram com que os brasileiros começassem a manifestar os primeiros desejos de emancipação, que culminaram com a Inconfidência Mineira, da qual muitos do poetas árcades participaram.


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Arcadismo Português

Arcadismo Português
Arcadismo vem da palavra Arcádia, nome de uma região montanhosa do Peloponeso, na Grécia. Essa região era considerada, no plano mitológico, como o lugar de morada dos deuses. E no plano real, Arcádia era uma região habitada por pastores, que além do pastoreio, dedicavam-se à poesia.
Em Portugal, o Arcadismo corresponde ao período literário que marca a segunda metade do século XVIII. Didaticamente, ele tem início em 1756 com a fundação da Arcádia Lusitana e se estende até 1825 com a publicação do poemaCamões, de Almeida Garrett, considerado o texto inicial do Romantismo português.
O Arcadismo corresponde a um período de mudanças marcantes na vida européia como um todo. Essas mudanças fazem parte de um movimento cultural chamadoIluminismo. O Iluminismo, como o próprio nome já sugere, era a tentativa iluminar, de atualizar os conceitos e as verdades da época a partir da razão e da ciência. Por isso o século XVIII é conhecido como o“século das luzes”. E, ao contrário da tensão do período anterior, do Barroco, em muitos momentos, a produção literária da época parece ter encontrado a síntese entre a fé e a razão.
Nesse momento surgem as primeiras arcádias, reuniões, grupos
de poetas que se encontravam com o objetivo de restaurar a simplicidade e a sobriedade da Antigüidade clássica e renascentista. Daí o Arcadismo também ser chamado deNeoclassicismo (neo = novo + classicismo)
A fundação da Arcádia Lusitana representou, entre outros aspectos, um movimento rebeldia contra o Barroco.


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Tensão religiosa

Tensão religiosa =Intensifica-se no Barroco, aspectos que já vinham
sendo percebidos no Humanismo e no Classicismo:

ANTROPOCENTRISMO
X
TEOCENTRISMO

TENSÃO
A igreja católica, através da Contra-Reforma, tenta recuperar o teocentrismo medieval (Deus como centro de todas as coisas) e o homem barroco não deseja perder a visão antropocêntrica renascentista (O homem como o centro de todas as coisas), assim o Barroco tenta atingir a síntese desses valores, ou seja, tenta conciliar razão e fé, corpo e alma, espiritualismo e materialismo. Poderíamos dizer que seria, em outras palavras, a racionalização da fé, a busca da salvação através da lógica.


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Características do barroco

Características do barroco
Dualismo = O Barroco é a arte do conflito, do contraste. Reflete a
intensificação do bifrontismo (o homem dividido entre a herança religiosa e mística medieval e o espírito humanista, racionalista do Renascimento). É a expressão do contraste entre as grandes forças reguladoras da existência humana: fé x razão; corpo x alma; Deus x Diabo; vida x morte, etc. Esse contraste será visível em toda a produção barroca, é freqüente o jogo, o contraste de imagens, de palavras e de conceitos. Mas o artista barroco não deseja apenas expor os contrários, ele quer conciliá-los, integrá-los. Daí ser freqüente o uso de figuras de linguagem que buscam essa unidade, essa fusão.
Fugacidade= De acordo com a concepção barroca, no mundo
tudo é passageiro e instável, as pessoas, as coisas mudam, o mundo muda. O autor barroco tem a consciência do caráter efêmero da existência.
Pessimismo= Essa consciência da transitoriedade da vida
conduz freqüentemente à idéia de morte, tida como a expressão máxima da fugacidade da vida. A incerteza da vida e o medo da morte fazem da arte barroca uma arte pessimista, marcada por um desencantamento com o próprio homem e com o mundo.
Feísmo= No Barroco encontramos uma atração por cenas
trágicas, por aspectos cruéis, dolorosos e grotescos. As imagens freqüentemente são deformadas pelo exagero de detalhes. Há nesse momento uma ruptura com a harmonia, com o equilíbrio e a sobriedade clássica. O barroco é a arte dos contrastes, do exagero.
Tensão religiosa =Intensifica-se no Barroco, aspectos que já vinham
sendo percebidos no Humanismo e no Classicismo:
O Barroco apresenta duas faces. Vejamos quais são:
Cultismo
BARROCO
Conceptismo
CULTISMO= Corresponde ao jogo de palavras e imagens
visando ao rebuscamento da forma do texto, à ornamentação e à erudição vocabular. Nessa vertente barroca é comum o uso exagerado das figuras de linguagem, como metáforas, antíteses, hipérboles, hipérbatos, entre outras.O cultismo também é chamado de
Gongorismo, por ter sido muito influenciado pelo poeta espanhol Luís
de Gôngora.
CONCEPTISMO= Corresponde ao jogo de idéias e de conceitos,
pautado no raciocínio lógico, visando ao convencimento à
argumentação. O conceptismo também é chamado de
Quevedismo, por ter sido muito influenciado pelo também espanhol,
Francisco Quevedo.
O jogo não só de idéias, mas também de palavras pode ser compreendido sob dois aspectos: um primeiro e mais visível relaciona- se ao próprio espírito de contradição do Barroco e um segundo e mais sutil, relaciona-se à necessidade que os poetas tinham de escapar da rígida censura da Inquisição, daí o uso exagerado das metáforas (figura de linguagem usada para sugerir idéias de maneira sutil).


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Barroco no Brasil

Barroco no Brasil

As manifestações literárias são dividas didaticamente, em grandes eras e em períodos menores, chamados estilos de época, escolas ou ainda movimentos literários. Tal divisão também acontece com a Literatura Brasileira que apresenta duas grandes eras:
ERA COLONIAL
ERA NACIONAL
A primeira grande era, a ERA COLONIAL, tem início com a vinda dos primeiros portugueses, em 1500, e se estende até 1808 com a chegada da família real ao Rio de Janeiro. A ERA NACIONAL tem início em 1836, com o Romantismo e se estende até os dias de hoje. O período entre 1808 a 1836 é conhecido como Período de Transição e envolve todo o processo de independência política.
Essas eras também apresentam subdivisões. Vejamos como está dividida a era colonial.

ERA COLONIAL
Quinhentismo(século XVI)
Barroco(século XVII)
Arcadismo(século XVIII)
Os primeiros textos produzidos em solo brasileiro não são considerados como exemplos de manifestações literárias, caracterizam- se mais como textos históricos. Eram textos informativos voltados para a conquista material, para as descobertas da nova terra, ou textos escritos pelos jesuítas, voltados para a catequese. Esses textos fazem parte do chamado Quinhentismo brasileiro.
Não há um consenso quanto à primeira manifestação de uma literatura realmente brasileira. Alguns consideram o Barroco essa primeira manifestação de uma literatura realmente brasileira. Outros estudiosos preferem falar em literatura brasileira somente a partir do Romantismo, ou seja, a partir do século XVIII. Mas num aspecto todos concordam, é no Barroco que encontramos não só um o primeiro, mas um dos mais talentosos poetas brasileiros –Gregório de Matos.
O movimento Barroco compreende um longo período que se
estende de 1601, com a publicação do poema Prosopopéia, de Bento
Teixeira até meados do século XVIII (1768), com a fundação da
Arcádia Ultramarina, em Vila Rica, Minas Gerais e a publicação do livro
Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa.
O termo Barroco no Brasil compreende duas grandes
manifestações: o Barroco Literário e Arquitetônico do século XVII, principalmente na Bahia, e o Barroco mineiro do século XVIII, conhecido como Barroco tardio, contemporâneo do Arcadismo.
O que nos interessa é esse Barroco Literário. Vejamos esta
imagem:
As manifestações brasileiras desse período refletem a visão de mundo e a estrutura de um país-colônia, marcado pelo ciclo econômico açucareiro. As poucas atividades culturais concentravam-se em Salvador, Bahia e em Recife, Pernambuco.
A produção barroca no Brasil foi muito influenciada pelo Barroco
europeu. E você se lembra do que foi o Barroco?
O Barroco, como já vimos, foi o movimento estético literário do
conflito, dos impulsos contraditórios, do contraste entre claro/escuro, alma/corpo, céu/inferno, bom/mau. O Barroco foi arte do jogo de palavras e de idéias, que visavam surpreender o leitor não só através da construção cuidadosa do texto, marcado várias vezes por uma linguagem excessivamente rebuscada, mas também através de um alto poder de raciocínio lógico.
Esse jogo, essa atitude lúdica nos faz lembrar das duas faces
barrocas:

Cultismo

Conceptismo



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Barroco em Portugal

Barroco em Portugal
Em Portugal, o Barroco ou também chamado seiscentismo (por ter sido estilo que teve início no final do século XVI), tem como marco inicial a Unificação da Península Ibérica sob o domínio espanhol em 1580 e se estenderá até por volta da primeira metade do século XVIII, quando ocorre a Fundação da Arcádia Lusitana, em 1756 e tem início o Arcadismo.
O Barroco corresponde a um período de grande turbulência político-econômica, social, e principalmente religiosa. A incerteza e a crise tomam conta da vida portuguesa. Fatos importantes como: o término do Ciclo das Grandes Navegações, a Reforma Protestante, liderada por Lutero (na Alemanha) e Calvino (na França) e o Movimento Católico de Contra-Reforma,marcam o contexto histórico do período e colaboram com a criação do “Mito do Sebastianismo”, crença segundo a qual D. Sebastião, rei de Portugal (aquele a quem Camões dedicou Os Lusíadas), não havia morrido, em 1578, na Batalha de Alcácer Quibir, mas que estava apenas “encoberto” e que voltaria para transformar Portugal no Quinto Império de que falam as Escrituras Sagradas). D. João é visto como o novo messias, o novo salvador.
Mas o que vem a ser a palavra Barroco? Não há um consenso quanto à sua origem. A mais aceita diz que o termo deriva da palavra Barróquia, nome de uma região da Índia, grande produtora de uma pérola de superfície irregular e áspera com manchas escuras, conhecida pelos portugueses como barroco. Aproximando-se assim do estilo, que segundo os clássicos era um estilo “irregular”, “defeituoso”, de “mau gosto”. Lembre-se de que a tradição clássica era marcada pela busca da perfeição e do equilíbrio.


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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O Sermão da Sexagesima

Bem, vou falar com minhas palavras oque eu entendi sobre o sermão da sexagesima.

O sermão tem caracteristicas religiosas mas ao mesmo tempo tem tambem uma caracteristica barroca,que é a arte de persuadir.No sermão fala da arte de pregar sermões pregando um sermão, e nisso o Vieira usa a arte de pregar igual a de Jesus, que ultilizava frases alegoricas de conhecimento geral "do mundo" para que a frase seja comparada e compreendida de forma mais simples.

Se alguem puder ajudar comenta ai!!

Gabriel Barbosa Silva Almeida.

PADRE ANTONIO VIEIRA





Padre Antonio VIeira sem Duvida o grande nome do Barroco em Portugal. por ter passado boa parte de sua vida no Brasil, alguns estudiosos costumam dizer que ele, junto com Gregorio de Matos, é representante do Barroco brasileiro. Entretando como mostram outros autores não podemos esquecer que mesmo escrevendo no e sobre o Brasil, o seu ponto de vista era sempre defender os interesses do intelectual europeu

Gabriel Barbosa Silva Almeida